Sair da zona de conforto é, óbviamente, difícil, incômodo. Mas chega um ponto na vida em que o conhecido vai se tornar entediante, sufocante e igualmente incômodo. É quando você não decide mudar: simplesmente vai mudando, porque o processo já está se dando interiormente.
Hoje pedalei na Cantareira. Juntando uma porção de ruas conhecidas, criei um caminho novo para mim. O plano era pedalar até o Bar do Pedrão - engraçado como preciso de uma referência, um objetivo, um ponto de chegada, por mais banal que seja, para sair da zona de conforto. E ia indo, mais da metade do caminho pedalado, quando uma porca espanada me obrigou a rever os planos. Por sorte, estava perto da casa do mais esclarecido de meus amigos ogros.
Porca trocada, café quente e fresco, fuxicos. Uma boa dica de caminho, uma subida monstra, um coração disparado, uma alegria e paz enorme no corpo. Mais papo, ideias, manga geladinha e uma volta por outro caminho novo, tranquila e feliz.
Um dia, analisando a rigor, banal. Mas na história das minhas pequenas coisas, devagar meus horizontes parecem estar ruindo, só para aparecer o sem-paredes de um mundo bem maior.
27.11.11
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